Começar a escrever novamente é me reencontrar. É um processo árduo, contínuo, daqueles que deixa uma incerteza a respeito do destino. A única coisa que eu tenho certeza é que me faz muita falta – desabafar, colocar em ordem meus pensamentos, entrar em contato com minha alma, meus desejos mais escondidos, colocar tudo para fora sem medo e sem restrição, porque isso tudo faz parte de quem eu sou como ser humano. Nesses últimos anos me senti tão distante de minha própria alma que parece que estive vivendo numa realidade paralela – viver, mas não viver por mim, para mim, na minha vida e nos meus caminhos e anseios. Parece esquisito, e eu admito que é bastante, mas a sensação não tem outra maneira de ser explicada! Eu me deixei para trás com o decorrer dos anos, eu me perdi e me reencontrei diversas vezes mas em nenhuma delas eu quis, de fato, ser quem eu sou. Eu almejava algo inalcançável pois me esqueci do meu objetivo, da minha essência, do meu motivo para estar aqui.

Mas tudo isso está para trás. Hoje começo meu processo de reconhecimento, reencontro. Ou talvez esta seja a primeira vez de fato que estou em busca de quem eu sou, do que eu desejo, e de onde quero chegar.