é..

é..

Se eu parar um pouquinho pra pensar nas coisas como elas são, como elas estão, eu compreendo o quão pequena eu sou em relação ao mundo. Eu sou mais uma no mundo, assim como você, e você e você. E não importa o quanto a gente tente, o nosso futuro (é, bem generalizado mesmo) está sempre nas mãos de alguns, e isso me deixa irritada. Por que o meu futuro não pode ser MEU futuro? Por que eu não tenho direito à uma educação melhor do que essa que meu país me possibilita? Por que a população tem que fazer tudo sozinha quando alguém tá recebendo dinheiro pra fazer isso por nós? Por que eu não posso simplesmente ter aquilo que almejo sem ter que passar por obstáculos, e problemas, e suposições, e papelada, e toda essa enrolação que tá sempre de mãos dadas com a vida? Levei esses pensamentos para esse lado porque eu não sei se ainda estou pronta para comentar sobre o que aconteceu, ou está acontecendo, ou seja lá o que seja isso tudo, sobre o que eu estou realmente pensando. Acho que eu sempre fui meio subjetiva. É toda aquela história de “leia as entrelhinhas”, e eu me acho tão estúpida nessas horas. Não deveria ser o contrário? Eu falando de política simplesmente por falar de política? Eu não deveria estar me preocupando com meu futuro em vez de certas coisas? Minha concentração deveria estar em lidar com isso e ponto final. E mesmo assim, mesmo depois de ditar isso dez bilhões de vezes na minha cabeça, eu to aqui falando de coisas que devia e pensando em coisas que não devia.

É. Eu acho que sempre fui meio estranha..

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Now playing: Mirah – Promise
via FoxyTunes

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:S

:S

acho que meu grande defeito, aquele que causa todos os outros, é essa minha mania de me prender sempre aos detalhes. por mais fútil que seja o assunto, minha mente se direciona ao detalhe e fica presa ali, perdendo a visão do mundo, a visão “normal” do que tá acontecendo. eu to começando a questionar minha própria abilidade de me manter em controle quando o assunto é esse, acredito que em mim há coisas que eu nao posso controlar e, poxa, deveria. se eu nao tivesse essa mania de me conter aos detalhes, talvez eu nao ficasse nervosa com tanta frequencia. talvez eu nao tivesse gastrite. talvez meu corpo estivesse apto a aguentar bem mais do que ele aguenta hoje.
talvez minha mente estivesse bem mais segura durante o dia-a-dia, e eu nao pensaria tanto em coisas que eu tenho quase certeza que ainda não aconteceram.
é. meu grande defeito é esse e tá estampado na minha cara. estou brava comigo mesma, logo eu, que sempre me controlei, estou aqui, estourando meus limites e sofrendo por isso.

é..

Mudando de Assunto..

Mudando de Assunto..

Como eu sempre falo de assuntos certamente sentimentais, hoje resolvi mudar um pouquinho o foco desse blog.

Acredito que nunca fui uma cidadã exemplar. Ou melhor, nunca nem ao menos me interessei pelos acontecimentos políticos, sociais e econômicos desse país. Claro, não deixo de lado aqueles escândalos que sempre acontecem e pulam em cima de você através de jornais, televisão, internet e assim vai. Mas minha opinião em cada um deles sempre foi meio neutra, meio nula, pelo simples fato de que eu nunca tive a curiosidade de saber mais sobre o assunto e formar uma opinião.

Esse ano, no colégio, tenho aulas com um professor excelente de Geografia, não só pela maneira com que ele explica a matéria, mas pela visão que ele tem do mundo. Acho que uma das coisas que eu mais valorizei na minha vida inteira foi essa fonte de conhecimentos ambulante que eu vejo claramente no rosto de cada adulto que me cerca, talvez por meu pai ser uma delas e ter me ensinado ao longo dos anos coisas que eu nunca nem imaginei que aconteciam em algum lugar desse mundo. Enfim, retornando ao assunto: durante a primeira aula dele, ele nos indicou seu blog de GeoPolítica e nos apresentou (me apresentou, no caso) à muitos assuntos que eu nunca ouvi falar, ou então que eu não sabia em detalhes. Acredito que esse tipo de pessoa, que te faz pensar, que te faz ter interesse, são as que realmente vale a pena escutar e seguir conselhos.

Ele me fez começar a ler jornais diariamente, seja um real ou o Folha Online mesmo, e agora eu realmente entendi o que significa ter um país tão lento e subdesenvolvido como o Brasil. Claro, eu sempre soube as razões históricas e ecônomicas para isso, sempre ouvi falar da corrupção que rola solta pelo nosso governo e da decisão horrível de privatizar certas empresas, como a Vale do Rio Doce, no governo FHC; enfim, já sabia que o brasileiro tende a tomar sempre as decisões erradas (e como exemplo, dou a reeleição do Lula, depois do fiasco do mensalão). Quer dizer, desde novembro do ano passado, quando comecei a ter interesses por livros políticos (de autoria de colunistas de jornais e revistas famosas) eu já havia tido por conhecimento alguns fatos que eu nem sequer imaginava, como o rolo da Gamecorp e a transferencia de quantias absurdas de fulano para ciclano, sendo tudo dinheiro público. Vale comentar que nada que eu sabia até então me chocava tanto assim, afinal, é o Brasil.. Mas agora, acompanhando diariamente o casos, como o da UE ter dispensado a importação de carne bovina brasileira (como isso afeta a nossa economia e porque isso tá acontecendo) e também o caso dos cartões corporativos, eu reparei que esse país, por estar nas mãos de pessoas tão descaradas (como a ministra que renunciou seu cargo por ter gastado mais de 171 mil reais do seu cartão corporativo) e simplesmente estúpidas (tipo assim, recusar o pedido para abrir a CPI dos cartões pelo uso da palavra “apoiamento”??), realmente não tem como ir pra frente. Eu me envergonho. Por todos.

Sei que sou meio nova nesses assuntos e posso estar me equivocando, mas me parece um ultraje estar pagando impostos para cobrir tais despesas e mesmo assim ter pessoas por aí que não querem que nós, cidadãos sérios, tenhamos noção de onde, quando e como está sendo gasto o NOSSO dinheiro, mesmo que esse esteja atualmente nas mãos do presidente, ou do segurança de seu filho. Não sei se choro ou se rio. Não sei exatamente como me sentir ao dizer que sou brasileira. Não sei..

Ao menos eu posso agradecer ao meu novo professor por ter, de uma forma indireta, aberto meus olhos e despertado minha curiosidade.

já foi, já passou..

já foi, já passou..

já foi. já passou. meu medo, a angustia, aquela sensaçao de desconhecido. já foi..
mãos de familiares e amigos me seguram, me tocam numa tentativa frustrada de me mostrar conforto, mas conforto.. ah, conforto.. se eu pudesse ao menos dercreve-lo, lembrá-lo, meus olhos nao seriam o reflexo exato de um mar negro.. já foi, eu continuo me dizendo, repetindo essa frase como se minha vida dependesse disso, e ao mesmo tempo, cada fibra de meu ser se enoja, se rebate, se esperneia, até ter a sensaçao falsa de vitória, quando minha mente desiste e cede lugar para meus pensamentos mais sombrios.
talvez meu mundo fosse sempre essa mistura de negro com um pitada de cinza, talvez nada do que eu vi antes eram cores verdadeiras, apenas ilusões, erros de minha mente, interpretaçao erronea daquilo que estava me cercando. já foi, já passou, então por que o medo persiste? por que eu ainda tenho aquela sensaçao de que a qualquer minuto meu mundo vai desabar?

meu estomago gira, e dança, e me deixa ciente que estou lidando com mais do que deveria. já passou, já passou, se acalme.
paz. talvez nunca mais tenha isso. talvez meus olhos se fechem, e meu corpo se relaxe, mas minha mente nunca vai parar de funcionar, nunca vai parar de me assombrar, nem em sonhos, nem na vida real. talvez paz, agora, seja apenas uma teoria para meu mundo. talvez a cor branca leve consigo todos os bons presságios que eu poderia ter e querer. talvez o negro predomine nessa paisagem excitante e deprimente que é o meu mundo..

já foi, já passou. e eu nao desisto, nao agora.. nao ainda..