para uma vida nova

para uma vida nova

as vezes a gente entra em uma monotonia e nem percebe. a gente não para pra pensar que todo dia, no mesmo horário, você está com as mesmas pessoas tendo as mesmas conversas e os mesmos problemas. tem gente que se dá conta disso bem rápido e tenta mudar tudo, às vezes fazendo tudo melhorar, às vezes não. eu não sou assim. eu percebi nesses dias que minha vida até semana passada era a mesma do ano passado, e eu não quis mudar nada. não porque eu tivesse aquela vontade imensa de ter isso pra sempre, mas simplesmente porque pra mim tanto faz.

tanto faz minhas amigas rirem da minha cara hoje e amanhã não. tanto faz um namorado estar comigo hoje e não estar amanhã. tanto faz rir até doer minha barriga hoje e amanhã não. eu tenho que pedir um obrigado bem grande para aquele garoto que resolveu sair de minha vida e me mostrar, mesmo que não querendo, que há muito mais pra se aproveitar. eu acho que nesses três dias eu vivi e ri mais do que nos ultimos 7 meses. a monotonia era tanta que eu esqueci de ser amiga parceira, que eu esqueci como é estar solteira e não ser de ninguém, esqueci que de vez em quando malhar a vida dos outros com quem me ama é uma coisa muito legal de se fazer. eu percebi que em três dias meu modo de falar, meu modo de andar, eu modo de agir perto de certas pessoas mudou completamente. já recebi comentários do tipo “você é tão legal agora, você FALA com a gente, não só ri!” e também alguns “manuela, você tomou alguma coisa estranha?” daquelas pessoas que, devido a monotonia da minha vida, não sabiam que meu sangue na verdade é adrenalina, daquelas entorpecentes.

hoje eu estou com vontade de viver. vou me dar tempo, mas vou sair, vou ficar os meninos que eu quiser e vou deixar de ter vergonha nas horas que eu não devia. eu achava que aquela monotonia era necessária pra minha perda de vergonha e barreira de defesa. hoje eu vejo que nao é verdade. eu não tenho essa barreira. e a vergonha era só charminho. perdi tantas oportunidades nesses últimos 7 meses que eu não consigo nem contar nos dedos, e tenho que tirar esse atraso nesse próximo mês. porque a vontade de sair pela cidade sorrindo e conversando é bem maior que a vontade de ficar olhando pra trás.

não vou olhar pra trás e nem quero. talvez aquela pessoa que era a mais importante seja apenas mais uma agora, talvez ela queira continuar sendo importante e venha atrás. meu papel acabou na hora que ela disse que acabou. pra mim chega, não quero nada (: aqueles sonhos de ser inteira dessa pessoa já acabaram, e mesmo que de vez em quando me dê aquela vontade imensa de abraça-la e mordê-la, eu não vou fazer e nem correr atrás de uma amizade que talvez já tenha acabado. minha vida agora é MINHA e quem decide o que eu faço sou eu. você me disse isso, mesmo que com outras palavras.

estarei sempre aqui, sorridente e feliz, caso você queira a minha amizade. caso contrário, eu digo “que pena”, porque meus sonhos e meus desejos estão cada vez mais profundos e excitantes, e eu preciso apenas das minhas amigas pra me encorajarem a realiza-los

minha intenção com esse texto não é ser grossa, é ser realista. não acho que você perdeu alguma coisa, muito pelo contrario, acho que você ganhou aquela vida que sempre quis. e eu também, mesmo não sabendo antes. meus rancores acabaram, e eu pretendo te dizer tudo que fiz de ruim pra você e pedir perdão, porque uma amizade começa sem segredos, mas não vou fazer isso agora. como disse, eu nao vou correr atrás. se quiser, estarei aqui. se não quiser, “que pena”.

(:

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