Sensações

Sensações

Você abre meus brônquios, hiperventila meus pulmões. Dilata minhas pupilas. Acelera meu coração. Me faz suar frio, ter tremedeiras, arrepios. A boca fica seca. Mas só a boca…

Me deixa levemente tonta e absurdamente boba. Tenho ataques freqüentes, dos mais diversos tipos: de romantismo brega, de babaquice crônica, de choro, de riso, de inocência descabida, de megalomania, de sensibilidade exacerbada, de pânico (de te perder), de ternura piegas, de fragilidade e de raiva, por estar sucumbindo a tudo isso.

Que vergonha. A vergonha é a sombra do amor, já dizia a filósofa Polly Jean Harvey… “I don’t need anything but you…and it’s a shame, shame, shame…”

Tenho dores de estômago. Uma criação de borboletas nele, acho. Elas saem em revoada pela minha boca, quando sorrio ao te ver.

Estou com hemorragia interna. Mas o que corre em minhas entranhas não é sangue, é calda de chocolate. Quente, lenta, doce, entorpecente.

Agora sou uma mulher, ponto. Que anda de mãos dadas na rua, que não consegue mais dormir sozinha, que faz manha quando não ganha carinho.

Você me devolveu muitas coisas…entre elas a capacidade de acreditar. Não sei se te mato ou te amo ainda mais por isso. É grave… só posso concluir que meu estado é gravíssimo.

(de algum site por aí)

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